Clubes fazem campanha associando a proibição das bets ao fim do futebol brasileiro
A cara de pau de clubes, federações e sindicatos de atletas usarem a expressão O FIM DO FUTEBOL BRASILEIRO para defenderem a manutenção da legislação atual sobre o patrocínio de bets é vergonhoso. A desfaçatez dos clubes grandes e das entidades diretivas é ainda maior porque citam a “sobrevivência dos pequenos”, como se algum deles se preocupassem com isso.
Para quem não está familiarizado com o assunto, o iG fez uma matéria sobre o posiconamento dos clubes: aqui.
Sim, é possível ser favorável à manutenção da legislação atual sem usar de argumentos patéticos que flertam com a desonestidade intelectual. Não é o que penso, mas é possível.
O que eu, Vitor Guedes, cidadão, pai, jornalista e torcedor, nesta ordem, penso sobre a propaganda de bets no futebol brasileiro, do patrocínio da Fatal Fans no Corinthians, da Safiel, do pedido de "intervenção já" no Corinthians, do posicionamento do presidente da Gaviões da Fiel, do fim da escala 6x1, das eleições presidenciais do Corinthians e do Brasil e outras polêmicas está registrado no canal BLOG DO VITÃO.
Como o texto dos clubes é o mesmo, publico, para quem não viu, a publicação compartilhada pela Federação Paulista de Futebol e os quatro grandes paulistas, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos.
Bets e Fatal Fans
Para quem não vai ouvir tudo que penso em detalhes, eis um resumo: acho o debate necessário para chegar a melhor solução possível para todos. O que defendo, de antemão, é a coerência. Se há uma legislação que permite a venda de cigarros para maiores de 18 anos, mas proíbe a sua publicidade em camisas de futebol, acho razoável que a mesma lógica fosse adotada em relação à indústria do jogo e da prostituição.
Para além das bets, registro minha opinião sobre alguns temas polêmicos da atualidade.
Manifestações, protestos e posicionamentos da Gaviões da Fiel
A principal torcida organizada do Corinthians, que, registre-se, apoiu explicitamente Augusto Melo nas útlimas eleições presidenciais, tem se posicionado pela "intervenção" no clube e sobre outras questões envolvendo a política e o futebol do clube.
Eu, Vitor Guedes, cidadão, torcedor declarado do Corinthians e pai, registro que nada que venha de uma entidade presidida por alguém que apoia e faz campanha para um deputado que representa o partido de Bolsonaro me representa. Nada é nada mesmo. Tenho asco, nojo e desprezo por tudo que o bolsonarismo representa e tenho orgulho de estar sempre na trincheira oposta.
Independentemente do que desprezo como cidadão e torcedor corinthiano declardo, como jornalista não importa o que penso e, jornalisticamente, reproduzo o posicionamento da torcida sobre a eliminação na Libertadores.
Por nunca ter escondido ser torcedor do Corinthians, muitos leitores, amigos, conhecidos e seguidores me cobram apoio a intervenção no Corinthians e que abrace a campanha pela SaFiel.
Sobre o pedido de "Intervenção Já", campanha iniciada pela Gaviões da Fiel, abraçada por outras organizadas do clube e que ganhou adesão e popularidade na torcida, eu não só não apoio, como, ao contrário, sou radicalmente contrário. Acho uma insanidade, um tiro no escuro. Ninguém pode imaginar quem seria o interventor nomeado, o que ele pensa e sabe de futebol, como ele reagiria, por exemplo, se chegasse uma proposta de 1 milhão de euros por Bidon ou André. O interventor venderia porque o clube está devendo, como seria normal em outros setores da economia, ou entenderia a pecularidade do futebol e que os atletas poderiam valer mais em outra janelas de transações? Foi só um exemplo, poderia citar outros 818, sou totalmente contrário à intervenção.
Em relação à SaFiel, não sou radicalmente contrário, como é a minha posição sobre intervenção no Corinthians. mas não estou no populoso time de torcedores (comunes e organizados), jornalistas e influencers que tratam a opção como a certeza da salvação da lavoura, quase que assinando um cheque em branco. Tenho muitas dúvidas em relação ao modelo, as pessoas que estariam por trás e, depois de feito, não tem volta. Vale lembrar que os dois times ricos da atualidade, Flamengo e Palmeiras, não são SAFs.
Vou desenhar, em português, para os emocionados: o fato de não ser um cabo-eleitoral da SaFiel não significa, em absoluto, que esteja satisfeito com o modelo associativo atual. Não, não estou.
Agora, não contem comigo com a "lógica" Tiririca que acredita na máxima "pior do que está não fica". Augusto Melo, no Corinthians, e Jair Bolsonaro, no país, elegeram-se por pessoas que queriam mudar tudo que estava acontecendo.... E, ambos, deu no que deu. Aliás, fui cobrado nas últimas eleições para me posicionar. Eu, Vitor Guedes, jamais emprestaria a minha credibilidade para apoiar nem Augusto, nem André Negão. E teve muita gente que apoiou Augusto Melo que, hoje, finge loucura e que não tem nada com isso... Viva a memória!
Escala 6x1
Ao contrário da rapaziada que defende a abusiva e injusta escala 6x1 (gente, que, em outras épocas, se posicionaria contra a abolição da escravatura, contra as férias, contra o 13º salário, contra a licença-maternidade e apoiara tanto o Golpe de 1964 quanto o Golpe contra a presidenta Dilma Rousseff), sou totalmente favorável ao fim dessa exploração.
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