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Ciclone de 300 km/h é registrado por satélites
Publicado em 31/07/2026 10:24
Notícias
CIRA/CSU
O ciclone tropical e supertufão Dolphin

Imagens de satélites registraram o olho de um ciclone de ventos de quase 300 km/h. O registro foi feito durante uma intensificação ao oeste do oceano Pacífico, parte que banha a costa leste da Ásia e a Oceania.

O  ciclone tropical e supertufão foi batizado com o nome de Dolphin. Ele foi considerado um dos ciclones tropicais mais intensos do planeta em 2026, após a passagem pelo Pacífico Oeste.

De acordo com as informações dos meteorologistas da MetSul, o sistema ganhou força de forma explosiva sobre águas quentes e apresenta uma estrutura altamente organizada. A condição favorece um novo fortalecimento para os próximos dias.

No oceano, o supertufão Dolphin chegou a registrar ventos sustentados de até 240 km/h e pressão central mínima de 935 hPa. Ele se deslocava sobre oceano aberto e chegou a produzir ondas de mais de 12 metros.

A rápida intensificação aconteceu após um ciclo de substituição da parede do olho, processo que, segundo os meteorologistas, é comum em ciclones muito intensos.

Após esse processo, o supertufão Dolphin ganhou força rapidamente, desenvolvendo um olho amplo, bem definido e circular.

Ainda segundo os especialistas da MetSul, as imagens registradas pelos satélites mostram um sistema extremamente simétrico, com uma densa massa de nuvens envolvendo completamente o olho.

A MetSul também informou que esse tipo de estrutura é típico dos ciclones mais intensos e indica que o Dolphin encontrou um ambiente atmosférico favorável para continuar se intensificando.

Fatores de intensificação

Os meteorologistas da MetSul informaram que um dos fatores mais importantes para a intensificação de um ciclone é a temperatura do oceano.

Neste caso, o supertufão Dolphin avança sobre uma região do oceano Pacífico onde a superfície do mar está em torno de 32°C, número que é acima do mínimo necessário para sustentar ciclones tropicais.

O calor do oceano ainda fornece grande quantidade de energia para alimentar a tempestade.

Outro fator apontado pelos meteorologistas é o baixo 'corte' do vento, que impede a inclinação da circulação do ciclone e faz com que a estrutura do sistema permaneça organizada.

Ao mesmo tempo, nos altos níveis da atmosfera, o escoamento de ar ajuda a intensificar ainda mais as tempestades ao redor do centro do ciclone.

Previsão

A MetSul informou que a Agência Meteorológica do Japão prevê que o ciclone Dolphin siga ganhando força e avance em direção às proximidades das ilhas Ogasawara e Minami-Torishima, que fica ao sul do arquipélago japonês.

A previsão também indica que a pressão central pode cair, por outro lado, as rajadas de vento podem chegar a 288 km/h.

O nível é compatível com um tufão de intensidade violenta. O sistema deve atingir o pico de intensidade antes de se aproximar do sul do Japão, também em oceano aberto.

A previsão é de que ele aumente a chuva sobre partes do arquipélago durante a próxima semana.

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